sábado, 23 de fevereiro de 2013

Assoprando velinhas!

Ou melhor, velinha.
E aí que o blog fez um ano agora dia 6.
De nenhum seguidor, agora tenho uma amiga coruja que me lê, e mais alguns bons samaritanos que de vez em quando estão por aqui.
Da vontade de escrever fez-se um blog. Estou bem feliz. Eu realmente achei que ele ia ser abandonado depois de alguns dias ou meses, mas estou orgulhosa.
Apesar de escrever pouquíssimo nele, e mais sobre assuntos de "coisas menos importantes", ele está quase no formato que eu gostaria.
O layout ficou como na sua inauguração, e desde então passou-se um ano e eu não aprendi a mudar nem fui atrás para que ficasse melhor. Mas não é de todo mal.
As postagens continuam sendo só para mim, bem no estilo "lê-quem-quer", sabe? Mas eu adoro quem queira.
De alguma forma, eu gostei desse formato de escrever pequenos textos sobre assuntos aleatórios só para tirar da cabeça, e compartilhar nessa nuvem cibernética para nenhuma qualquer pessoa do mundo ler.
E gostei de planejar um projeto, não desistir dele e fazê-lo acontecer.
 
E daí que eu não sou muito de festa, nem muito de comemorações, mas acho até que vou fazer um jantarzinho comemorativo para comemorar atrasado a data. O cardápio? Queijo, vinho, chocolate...e outras coisas menos importantes! Vocês são meus convidados!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A-gu

Filho,
Eu adoro quando você espirra e faz "a-uuu". É uma das suas marcas.
Aquele sorriso banguela quando faço ventinho no seu rosto.
Sua cara de compenetrado observando o diferente som de um assobio.
Seus olhos - jabuticabas! - atentos e fascinados pelas árvores do parque, pelas vozes diferentes.
Seu biquinho de menino concentrado.
Sua testa franzida pelo sol matinal no rosto, como se você tivesse olhos tão azuis como o mar do caribe.
Sua gargalhada e o corpo arrepiado quando dou beijos estalados em você.
Aqueles gritinhos lindos de felicidade.
A descoberta dos seus pés.
São tantas coisas nesses 3 meses (e 3 dias) que mal posso me conter de tanto amor.

Você é tudo. Mais tudo que queijo, vinho e chocolate juntos.

Beijo da Mami.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Iogurte caseiro

Uma vez que a amamentação me impede de comer altas doses de chocolate, resolvi investir em novos sabores.

Pra quem não sabe, chocolate e cafeína podem dar cólicas ao bebê, e quem já viu um bebê chorando de cólica sabe que esse é o pior choro, o mais temido e mais desesperador, que pode existir - bom, pelo menos é o que eu acho depois de 1,5 mês de bebê no mundo. Let me put it this way: Se eu ouvisse um choro desse jeito em outra criança, logo chamaria o serviço social, juizado de menores, qualquer coisa assim, porque certamente alguém a estaria maltratando. Em suma, é bem ruim.

Eu já tinha ouvido falar disso antes de ficar grávida, quando vi um comentário de uma mãe que amamentava dizendo que, apesar de dar cólica no bebê dela no dia seguinte, ela ia comer aquele chocolate. Achei horrível a afirmação, chamei a mãe de desnaturada e tudo o mais, all that jazz.

Aí o tempo passou, e minha-amiga-linda-mãe-da-Helena me comentou, no dia que nossos pequenos se conheceram, que ela foi testando os alimentos sem preconceito e descobriu que um pedacinho de chocolate depois do almoço não fazia mal à bebê dela. Como ela - a mãe - é sábia e equilibrada (bom, mais ou menos, como todas nós), resolvi fazer o mesmo experimento.

O pediatra já tinha me liberado de beber uma tacinha de vinho com a refeição de vez em quando, em dias especiais. O queijo, passada a ameaça iminente que todos os queijos deliciosos trazem de toxoplasmose (ou seja, assim que o herdeiro nasceu), já estava fora de perigo. Restava, então, testar o vilão chocolate. Ok, também testei o café, que, se pudesse, estaria fazendo companhia à tríade que dá nome ao blog.

O café tem a alternativa péssima do descafeinado. Cheio de químicas e sem cafeína, realmente ele é só um engana-trouxa. Às vezes eu sou trouxa e sou enganada, por isso sempre tem umas cápsulas vermelhinhas da Nespresso aqui em casa. Confesso que amarga a boca e o orgulho fazer e tomar uma bebida dessas. Porém, é uma alternativa para dias de desespero (assim como tomar suco de uva em taça de vinho e soda italiana de cereja com rodela de laranja em copo de drink, para imitar, respectivamente, vinho e campari - artifícios confessadamente usados por mim, aparentemente uma mild alcoólatra, durante a gravidez).

Tudo isso para dizer que, depois de mais ou menos uma semana que o pequeno já estava quase que não tendo cólicas, tomei coragem (ou temporariamente esqueci o som daquele choro) e tomei uma xícara de café. Um, dois, três dias se passaram e não percebi nenhuma alteração no ritmo ou intensidade das cólicas. Tomei outra, e nada. No dia seguinte, outra. No terceiro dia tomando uma xícara de café, achei que a cólica ficou ruim. Me culpei horrores e parei por uma semana. Então, tomada novamente por um rompante de amnésia, resolvi testar de novo, mas com mais cautela. Resultado - cheguei à conclusão que tomar um cafezinho de vez em quando não faz mal, mas não dá para tomar todo dia. Uns dois ou três por semana, em dias intercalados, não fazem mal ao meu lindo, que continua sorrindo aquele sorriso banguela fofo toda vez que ouve minha voz. E desde então vamos vivendo, felizes da vida por essa conquista.

O próximo passo seria testar o chocolate. Let me put it this way: a experiência foi tão ruim que fiz promessa para não comer mais chocolate até ele completar 3 meses, quando parece que as cólicas diminuem. Durou 3 semanas a tal da promessa, que rompi ontem. Resolvi fazer uma receita desenvolvida pela Cris, prima da já-famosa-aqui-no-blog Dani. A Cris é uma super quituteira, então, se desse errado, a culpa ia ser minha. Mas era super fácil, deu certo e é uma delícia, e conto para vocês e dou a receita depois se ela autorizar!

Mas o fato é que a receita, para umas 6 pessoas, levava 3 a 4 colheres de cacau em pó. Achei que essa quantidade não ia me fazer mal se eu experimentasse e, pimba, lá se foi a promessa. Depois conto para vocês como o herdeiro se comportou, apesar da mãe desnaturada dele.

Moral da história - aquela mãe que eu achei inconsequente e que contei aí em cima hoje já não me parece tão monstra, mas humana.

Feito o aparte, voltemos ao título, senão serei taxada de louca quase que indevidamente. Ginu apareceu com uma receita de iogurte light e saboroso. Logo duvidei. Algo light dificilmente é saboroso, né não? Deixei o preconceito de lado, gostei da idéia de não comprar mais iogurte e de fazer minha própria comida, e mergulhei no mundo das transformações químico-culinárias. Não sei porque não gostávamos de química na escola - se colocassem umas pitadas de culinária nas aulas, acho que todo mundo ia se identificar mais do que com aquele monte de letrinha, número, bolinhas e tracinhos.

O iogurte é tão bom que passo o modo de fazer aqui: Ferva dois litros de leite desnatado fresco, daqueles de tampinha amarela (eu uso o Da Fazenda ou o Xandô, o que tiver no supermercado). Deixe amornar até conseguir colocar o dedo mindinho (não me pergunte a razão de ser esse dedo) sem se queimar. Então juntar 2 colheres de sopa de Molico em pó e 1 pote de iogurte integral - ok, não nos livramos totalmente de comprar iogurtes, mas já salva. Deixar na panela fechada por pelo menos 12 horas. Depois disso, você vai ver que a consistência já mudou, e virou uma coalhada deliciosa. Aí é só colocar num pote na geladeira e você tem iogurte para 1 semana para 2 pessoas - é o que dura aqui em casa.

Marido adorou e eu também. Já batemos com frutas (mamão, ameixa) e fica bem gostoso. Quem quiser talvez possa colocar um pouco de açúcar ou adoçante, porque o iogurte tem aquele azedinho delicioso que alguns não gostam muito. Também é bom colocar coco ralado, frutas secas, granola, geléia, enfim, o que a imaginação permitir.

O próximo passo é fazer o próprio queijo fresco e o próprio pão, mas aí ainda levo tempo. Pro Marido, o próximo passo é fazer a própria cerveja... Cada um com as suas prioridades...

 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Diga "trinta e três"

Tlinta-e-tlês!!!

33 dias de felicidade imensa.
De muito cansaço.
De amor sem fim.
De overdose de família.
De demonstrações de carinho de familiares, sempre muito especiais, e de amigos queridos.
De um recém-nascido saudável e cada vez mais lindo.
De noites mal não dormidas.
De leite pelo chão.
De xixi voador.
De cocô jato na mamãe (ok, não foram 33 dias disso, só alguns).
De muito mais lixo na casa (fraldas - mas mesmo assim não uso as de pano!).
De chorinho de fome, de sono, e, infelizmente, de cólicas.

Faz 33 dias que meu mundo mudou para muito melhor. Amo você, Marido. Amo você, meu filho lindo.

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Conquistas

Marido dormiu a noite inteira essa noite.
Eu dormi a noite inteira essa noite.
Não, não contratamos uma enfermeira. Nem uma babá. Nenhuma das avós veio dormir em casa. Nem a tia.

O herdeiro dormiu a noite inteira.

Não sei se é um presente dos deuses depois de 3 noites mal dormidas e dias sofridos (Dani, eu oficialmente agora odeio o calor - ele faz mal para o meu filho. Então odeie você também). Ou se é um indício de que o pequenino está crescendo e que o pior já passou.

Na verdade estou até com medo de falar muito do assunto e comemorar.

Mas que a sensação é boa, ah, isso é.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Céu

Niemeyer e Dave Brubeck morrerem no mesmo dia é demais da conta.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

14 dias

Nessa madrugada herdeiro completa 2 semanas de vida. E, se eu puder resumir tudo numa frase/imagem, seria a de que hoje pensei duas vezes antes de comer milho em espiga, que tanto adoro, já pensando que não ia dar tempo de passar fio dental...E nem fiquei triste por isso.